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| Elis Regina |
Como disse o poeta a geleia geral brasileira começou dos batuques da senzala, entrou na sala da sinhazinha, a comida da preta agradou o senhor do engenho, que também começou a pedir a bênção para os orixás escondido do padre, do bispo, do fogo da inquisição.
Os poetas da terra começaram a exaltar o solo "minha terra tem palmeira ", Iracema dos lábios de mel", e também o primeiro subversivo cultural Gregório de Matos Guerra, o boca do inferno, com seus poemas plenos de sátira social, sensualidade, picardia, posição política.
Germinaram vertentes inconfidentes, iluministas, que trataram de logo cortar pela raiz, do sabor das cozinhas nasceu uma gastronomia que enche a boca d'agua, e também a cachaça que em certa altura superou o consumo de vinho, e a corte portuguesa quis proibir seu consumo pelos brasileiros, só que a imposição não foi levada a diante. A escultura genial de Aleijadinho estigmatizou nosso destino barroco e sua dualidade, as extremidades sociais buscando plenitude e redenção.
A extrema riqueza oferecida pelos recursos naturais de um lado nas mãos das elites no outro extremo a pobreza cultural, social que e´usada politicamente para controlar a ordem social, e assim perpetua-se nossos passos na história nacional. Os senhores de engenho, os coronéis de vastos latifúndios, os banqueiros, a burguesia tupiniquim sempre admistrados pela metrópole que ora e´um, ora e´outro...
Dessa feijoada de contrastes, aromas, e falares, magma cultural cresce produzindo um Machado de Assis, Pixinguinha, Portinari, Bidu Sayão, Mário e Oswald de Andrade, Oscar Niemayer, Péle e Garrincha, Noel Rosa, Chico Buarque, João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Elis Regina, Villa Lobos ...
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| cartaz do filme "como era gostoso meu frances" |
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| Heitor Villa Lobos |
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| Carlos Drummond de Andrade |
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| Machado de Assis |
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| Pelé e Garrincha |
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| Niemayer |
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| Pixinguinha |
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| Glauber Rocha |
Vasto e´esse magma pulsante que apesar das violencias e contrastes, sobrevive-se enquanto nação que espero não um país do futuro, mas próspero e de verdade pleno de cidadania e realmente para todos os brasileiros. Devemos tirar como aprendizagem as aberrações do passado e presente preservar e cultivar a jovem democracia experiencia necessária a nossa história marcada por períodos de arbítrio e violência.
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