Brasil sem nenhum herói 



               

                        

                                                               
                                        No fundo do mato virgem nasceu o Brasil. As velas de El Rey de Portugal chegaram e os tripulantes sem nenhum caráter tomaram posse da terra em nome do Papa e do tratado de Tordesilhas. Ai que preguiça ! E os lusitanos tomaram posse de uma terra sem limites. Muito admirado o índio ofereceu cacau, mandioca, pedras preciosas  sua esposa suas crenças, sua língua foi  proibida  por deserdados criminosos que trouxeram  a cruz católica redentora.
                                        Criminosos sedentos de riqueza debaixo da bandeira de El Rey adentraram a terra virgem buscando o Eldorado, o índio rebelado não virou escravo para o plantio da cana de açúcar o ouro branco na Europa mas  seu sangue começou a adubar a terra  que antes era sua mãe. 
                                                  O mato virgem começou a ser devastado e assim começa a sangria da seiva vermelha, nasce o  Brasil. E trouxeram sob correntes o homem africano para  ser o dínamo da riqueza portuguesa. Riqueza mercantil disputada entre Portugal e Espanha devorando a América. 
                                                   Nasceu o Brasil  colecionando cicatrizes, saciando a fome da corte portuguesa por riqueza e poder O negro escravizado moia no engenho o açúcar, sua liberdade, sua saudade, seus orixás. A força dos seus braços retirou das  minas o ouro para revestir de brilhos os altares das igrejas portuguesas e brasileiras, posteriormente a corte inglesa. O negro, o índio, o branco urdiram a nação brasileira submetida as forças  econômicas das metrópoles ao longo da linha do tempo. Brasa, brasil, brasileiros devastaram florestas, matando índios, penetraram o interior em disputa com a Espanha pela riqueza exposta e bruta.
                                                   Os senhores de engenho submetiam com seu poder toda a sociedade ao seu redor. Tornaram-se coronéis latifundiários  alimentando a desigualdade e riqueza. O pais sempre  dependente do mercado exterior e seus humores, apesar de adentrar numa era industrial com a ditadura Vargas.    Os grãos e o minério cobiça insana que movimentou e enriqueceu as metrópoles atravessando os seculos sedimentando o capitalismo. E assim o Brasil cumpre seu papel,  alimentar o mundo desenvolvido com matéria prima e mão de obra baratas. A independência não trouxe soberania e desenvolvimento. Nossos quinhentos anos de história expõem nossa fragilidade e ausência de projeto de nação, ficamos sempre sujeitos ao ciclo econômico exterior e as elites dominantes corrompidas sem compromisso de levar a todas as regiões do pais desenvolvimento elaborado usam o populismo como instrumento para ludibriar e oferecer a falsa sensação de nação soberana. Brasil Império escravocrata depois A Republica dos coronéis, Getulio Vargas o ditador populista, a democracia sempre claudicante assim chegamos ao golpe de 1964. A jovem democracia pós abertura politica caminha cheia de problemas e principalmente sem quadros políticos.  A recente experiencia de um governo movido por uma ideologia de esquerda foi retrocesso e fracasso, lideres corruptos chegaram ao poder e usurparam para si os recursos valiosos para libertar a nação, vivemos período frágil  que continua útil para as elites e o sistema financeiro  grande parasita  do Brasil. A democracia esta doente carecemos de representantes e partidos com propostas de desenvolvimento, saímos do populismo de esquerda e estamos vivenciando o populismo de direita, trocamos a cara do demônio pela cara do diabo. Não podemos esperar nada pois ainda não entenderam que só a educação pode nos tirar do fundo do poço e não com um ministro da educação que  comete erros ortográficos medonhos, a continuar assim seremos uma grande potencia em produzir burros de carga.                                                       
                                                      

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