Onde está Amarildo ?
O servente de pedreiro Amarildo não voltou para casa, morador das favelas no Rio de Janeiro, preso pela policia militar, não foi visto pela família desde julho de 2013. Em pleno Estado de Direito, os direitos humanos são desrespeitados hipocritamente pela ação policial truculenta que nos remete a refletir sobre a violência no Brasil.
Voltando para o nosso passado a iniciar-se pelo desbravamento do interior do país com as Bandeiras escravizando os aborígenes, depois o trabalho escravo trazendo do continente africano milhares de homens e mulheres acorrentados para o plantio de cana de açúcar sofrendo todo tipo de violência, posteriormente as revoltas regenciais, o povo rebela-se contra o império, exemplo a Cabanagem no estado do Pára, movimento popular contra as mazelas sociais e econômicas que desnudam o Estado opressor e desmitifica a imagem criada que o brasileiro é passivo e abaixo do Equador todo pecado esta perdoado. Assim vamos carregando essa cicatriz, país subjugado pelas forças do capitalismo e que maltrata sua população pobre.
Nessa linha de tempo verificamos que na convivência de atrito entre os dois Brasis sempre o Estado opressor prevalece providenciando a repressão quando o movimento social organiza-se e representa perigo para as elites. As extremidades econômicas no Brasil atravessa os séculos em todos os momentos históricos: colonia, império e república.
Não possuímos uma tradição de democracia, nossa história expõe a fragilidade social em todos os momentos inclusive nos dias atuais. Outra demonstração dessa força foi a Guerra de Canudos, o movimento messiânico foi dizimado depois de resistir ferozmente contra o exercito republicano, movimento nascido da miséria sertaneja, homens e mulheres fugindo dos latifúndios e da fome, uniram-se em torno da figura mistica de Antonio Conselheiro e formaram um núcleo que incomodava os senhores da casa-grande.
Outro exemplo de conflito e violência foi a guerra do Contestado no inicio do século XX, 1912 a 1916, camponeses na divisa entre Parana e Santa Catarina lutam ferozmente pela posse de terras contra as forças do Estado favorecendo madeireiros. As primeiras manifestações operárias com os estivadores do porto de Santos ou a greve geral de 1917 em São Paulo foram tratados como caso de policia. A questão agraria no Brasil levanta sérios conflitos violentos e o Estado opressor demonstra toda sua truculência. Conflitos que desnudam a luta de classes, interesses econômicos em manter a estrutura original nacional, a dependência da terra em produzir matéria prima para exportação. Durante a ditadura militar a repressão policial do Estado torturou e matou seus opositores e colocou nas ruas esquadrões da morte. Na região norte do país acontecem os piores conflitos, o mais famoso e vergonhoso foi o assassinato de Chico Mendes por por fazendeiros madeireiros sedentos em destruir a floresta plantar capim e abrindo espaço para o gado. Nas grandes capitais pelas periferias o trabalhador esta exposto ao narco-trafico, a falta de moradia, péssimos serviços de saúde e educação, culminando com a violência urbana.
Verifica-se assim de forma brutal que não podemos esconder essa luta social e não adianta fechar os olhos ou lavar as mãos. O Estado brasileiro trata as questões sociais geralmente com repressão para sustentar a ordem, a propriedade, os interesses da elite servindo-se de todo o aparato oficial para justificar a repressão
As forças repressoras atravessam a nossa história chegando até os dias atuais, quando das manifestações de junho todo o aparato policial foi acionado demonstrando que nossa democracia esta doente e precisa de tratamento efetivo e rápido. A população deve continuar lutando pelos seus direitos essenciais. Precisamos cultivar a democracia e os governantes devem aprender a respeitar as manifestações e as lutas do povo pois foram eleitos pelo voto popular. O povo pobre acuado nas periferias sofre todo o tipo de mal tratos ficando exposto a criminalidade, o Estado brasileiro acumula uma dívida social tremenda e contraditoriamente esse atual governo que nasceu das lutas sociais agora usa a policia para reprimir tendo uma pratica populista e corrupta. Quantas centenas de Amarildos continuarão morrendo diariamente neste país ? Enquanto gatunos de colarinho branco, tramam pelas alcovas desvios volumosos de dinheiro publico, favorecidos pelo abrigo da lei.
Voltando para o nosso passado a iniciar-se pelo desbravamento do interior do país com as Bandeiras escravizando os aborígenes, depois o trabalho escravo trazendo do continente africano milhares de homens e mulheres acorrentados para o plantio de cana de açúcar sofrendo todo tipo de violência, posteriormente as revoltas regenciais, o povo rebela-se contra o império, exemplo a Cabanagem no estado do Pára, movimento popular contra as mazelas sociais e econômicas que desnudam o Estado opressor e desmitifica a imagem criada que o brasileiro é passivo e abaixo do Equador todo pecado esta perdoado. Assim vamos carregando essa cicatriz, país subjugado pelas forças do capitalismo e que maltrata sua população pobre.
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| Cabanagem |
Não possuímos uma tradição de democracia, nossa história expõe a fragilidade social em todos os momentos inclusive nos dias atuais. Outra demonstração dessa força foi a Guerra de Canudos, o movimento messiânico foi dizimado depois de resistir ferozmente contra o exercito republicano, movimento nascido da miséria sertaneja, homens e mulheres fugindo dos latifúndios e da fome, uniram-se em torno da figura mistica de Antonio Conselheiro e formaram um núcleo que incomodava os senhores da casa-grande.
Outro exemplo de conflito e violência foi a guerra do Contestado no inicio do século XX, 1912 a 1916, camponeses na divisa entre Parana e Santa Catarina lutam ferozmente pela posse de terras contra as forças do Estado favorecendo madeireiros. As primeiras manifestações operárias com os estivadores do porto de Santos ou a greve geral de 1917 em São Paulo foram tratados como caso de policia. A questão agraria no Brasil levanta sérios conflitos violentos e o Estado opressor demonstra toda sua truculência. Conflitos que desnudam a luta de classes, interesses econômicos em manter a estrutura original nacional, a dependência da terra em produzir matéria prima para exportação. Durante a ditadura militar a repressão policial do Estado torturou e matou seus opositores e colocou nas ruas esquadrões da morte. Na região norte do país acontecem os piores conflitos, o mais famoso e vergonhoso foi o assassinato de Chico Mendes por por fazendeiros madeireiros sedentos em destruir a floresta plantar capim e abrindo espaço para o gado. Nas grandes capitais pelas periferias o trabalhador esta exposto ao narco-trafico, a falta de moradia, péssimos serviços de saúde e educação, culminando com a violência urbana.
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| Chico Mendes |
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| camponeses aprisionados pelas forças federais |
Verifica-se assim de forma brutal que não podemos esconder essa luta social e não adianta fechar os olhos ou lavar as mãos. O Estado brasileiro trata as questões sociais geralmente com repressão para sustentar a ordem, a propriedade, os interesses da elite servindo-se de todo o aparato oficial para justificar a repressão
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| Antonio Conselheiro morto pelas forças do Império |




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